Símbolo do Templo

As duas cobras entrelaçadas representam a subida da energia de Kundalini, aquela energia que sobe pela nossa coluna vertebral através dos nâddhis Ida, Shushuna e Pingala. Repare que esta cobra é verde, cor da fartura e também do Orixá Oxoce. Mas a cobra tem manchas corais de Yansã – Yansã quem faz a subida da Kundalini. Estes nâddhis, aqui representados pelas cobras, são a tradução do Caduceu de Hermes. O símbolo do deus Mercúrio, o Mensageiro. As cobras também representam a Sabedoria que será desperta nos seres humanos com o despertar da energia de Kundalini. Sabedoria é algo a ser conquistado por cada um. Ninguém recebe Sabedoria como se recebe Conhecimento.

As cobras estão ascensionando a energia de nossa base, sustentando o Sol, símbolo do Eu Superior, dos corpos Solares, da partícula divina que habita em todos nós. Este Sol é a nossa meta como seres encarnados. Qualquer Templo visa o despertar do Amor Universal no coração de cada um. Este é o simbolismo do Sol.

Inserido na Cobra temos o Triângulo amarelo, símbolo das Três Forças Básicas do Cosmos. É a manifestação da Divindade. As Cobras inserem o Triângulo, ou, de uma outra forma, as Três Forças Básicas (Pai, Mãe e Filho) estão “escondidas” pela Sabedoria. É preciso despertar a Sabedoria para receber a fagulha destas Forças.

Inserida no Triângulo temos a Lua, símbolo da Magia e do controle das emoções, pois só realiza a Verdadeira Magia, a chamada Teurgia, aquele que tem a proteção da Sabedoria e da compreensão das Forças que regem o Cosmos. A Lua está em roxo, cor associada ao Orixá Omolu e Nanã, ambos com o caráter da transcendência e da transmutação. Magia é a própria transmutação das coisas. Se realizando esta Magia, alcançamos o Sol.

As sete Estrelas é o símbolo do Caboclo Sete Estrelas. Inicialmente estas Estrelas não constavam do símbolo. Foram inseridas a pedido de Da Maria. Podem também ser entendidas como os sete Planos de Manifestação que devemos trilhar, como também, como os Sete Planetas Sagrados (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) representantes das sete Forças Geradoras de todo o Cosmos, amparandonos e realizando a Magia para alcançarmos a transcendência. Estas Estrelas também podem ser entendidas como estando o Templo em um processo de mudanças (acredito que isto será permanente) por estarem marcadas por cinco pontas.

Este símbolo ainda não está completo, como nada nesta vida está completo. A finalização é a própria morte. Assim, estamos sempre em mudanças. Há pouco tempo atrás, Da Maria, avisou que novos elementos seriam acrescentados a este símbolo, dependendo de alguns fatores. Até agora nada foi dito neste sentido. Mas, isto nos leva a crer que o símbolo de nosso Templo é a expressão da sua própria história e crescimento. Não pára, está sempre em mutação. Que bom!

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