Caboclos

A Falange dos Caboclos agrupa seres que dirigem seu trabalho para o crescimento do nível de consciência das pessoas, fazendo-as ir de encontro à sua espiritualidade. Instigam a coragem no ser humano, fazendo-os lembrar que têm o direito à felicidade e ao amor. Que o ser humano nasce para ser próspero e feliz e que, somente pelo amor, serão capazes de realizar este intento. Quem, se não tiver coragem, se lançará no entendimento e busca de sua porção mais divina?

É justamente esta coragem e esta determinação que esses grandes seres nos passam. Qualquer Caboclo, tenha ele a forma aparente de um índio, ou seja, revestindo-se de um corpo astral de índio para sua manifestação, tenha a forma de um sacerdote, médico ou qualquer outro grande ser dedicado à espiritualização de nossa humanidade, poderá participar desta Falange por nós denominada de Falange dos Caboclos, uma forma alegórica de mostrar toda a sua coragem ao enfrentar qualquer dificuldade e toda sorte de situações que poderiam nos fazer baixar a cabeça.

Os Caboclos, atuando principalmente sobre o chakra cardíaco do médium, lhe conferem uma postura esguia que pode ser traduzida, ao leigo, como de arrogância e prepotência. É claro que estes grandes seres da espiritualidade não possuem esse tipo de arrogância tipicamente humana. Possuem, no entanto, a postura altiva dos que, de modo determinado, com disciplina e rigor, perseguem seus objetivos de despertar para a espiritualidade, avivando a partícula divina que habita no coração de cada ser humano.

Esta Falange, no seu processo de ajuda à humanidade, nos incute a beleza da fé e de um mundo onde a paz convive no coração de todos. São os grandes doutores da trilha que, cada um de nós, mais cedo ou mais tarde, haverá de percorrer rumo ao encontro de Deus. Encontramos, na forma de Caboclos, uma grande variedade de seres como médicos, sacerdotes, além de todos aqueles que, não tendo um título que os designe, trabalham pela sutilização da humanidade para o encontro de Deus. Encontram grande ressonância com os trabalhos de cura de nossos corpos físico e psíquico e nos ensinam a não ceder frente às aparentes dificuldades ou doenças, sempre enfrentando tudo com o peito aberto.

O índio brasileiro define muito bem esta Falange. E é, por este motivo, o símbolo maior deste agrupamento. O índio brasileiro, com sua destemida e divina arrogância no trato com o colonizador português, resistindo ao máximo por amor, acima de qualquer coisa, à sua liberdade, define, perfeitamente, estes grandes seres. É necessário ser livre para pensar, ser livre em todas as escolhas que a vida nos proporciona, para que, com toda a coragem, tomemos a estrada que nos levará à verdadeira felicidade, morada de nossos espíritos.

A Falange dos Caboclos e Caboclas é a mais representativa da busca do pequeno ego humano que se esforça em seu crescimento para alcançar a Divindade, transmutando toda a sua energia em combustível para o desabrochar do Eu Superior.

Origem do nome
Sua apresentação na forma de índios mas com pleno conhecimento de nossa cultura e nossa língua trouxe essa denominação, a mesma dada aos nativos pré-colombianos que já se adaptavam à cultura do homem branco.

Mantra
Okê Caboclo! (Salve os Caboclos, aqueles que brandam!)

Qualidade divina
Representam a coragem, a desenvoltura e o desenvolvimento do psiquismo que deveriam servir de exemplo para todos nós.

Instrumento/Insígnia
O arco e flecha, a lança e o cocar seriam alguns exemplos

Astro canalizador
Depende do Orixá ao qual o Caboclo vem ligado

Fase lunar
Qualquer fase lunar

Campo de ressonância
Florestas e matas

Cor
Verde, branco e vermelho

Número
6

Flores
Flores brancas e vermelhas em geral mas também qualquer tipo de flor.

Essências
Eucalipto (Caboclos) e pinho (Caboclas)

Imãs (comida)
Frutas em geral, milho, mel

Libação (bebida)
Água de coco, sucos de frutas

Metal
Depende do Orixá ao qual está ligado

Pedra
Quartzo verde

Datas comemorativas
20 de janeiro

Dia da semana
Todos os dias da semana

Horário vibratório
Todos os horários

Exemplo de mandala
Oferecer um prato de frutas regadas com mel. Decorar com flores e ladear com um potinho com água de coco e uma vela verde.

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