Orixás

Exu

Dedicamos um culto e uma compreensão especiais a Exu, que nos veio do Candomblé se destacando em importância em nossa Umbanda de tal forma que teve seu entendimento ainda mais dividido para possibilitar um enfoque em devida concordância com o resto do ritual.  Saiba mais…

Oxalá

É o Orixá maior. Seu nome tem como uma das interpretações a junção de duas palavras: orisá + nla, significando esta última “grande, maior”. Também conhecido, por isso, por Orixalá ou ainda por Obatalá (Obá, rei, senhor; e Alá, pano branco), nome que faria referência ao papel fundamental de Oxalá como Orixá primordial, que na tradição iorubá é representado pelo branco, símbolo da pureza e do divino. Saiba mais…

Tempo

Tratado em nossa Casa como um Orixá, Tempo seria, em sua origem, um Inquice do culto de Angola. É o grande pára-raio dos Templos e dos Babalorixás. Grande é a discussão se há equiparação e se os Inquices do culto de Angola, os Orixás do culto Nagô e ainda os Voduns deveriam ou não ser tratados como um mesmo conceito. O tão discutido sincretismo, efeito natural em um movimento de confluência de tantos sistemas de crenças num mesmo local – o Brasil –, e sua contraparte, a busca pela pureza dos cultos, formam uma das maiores discussões atualmente no meio religioso brasileiro. Saiba mais…

Omolu

Também conhecido como Obaluaiê (Obá, rei; Olu, senhor; Àiyé, Terra; ou seja, Rei e Senhor de Tudo que há sobre a Terra), Omolu (Omon, filho; Olu, senhor; ou seja, Filho do Senhor) seria a força suprema das transformações. Nesse papel amplo, tudo que promove as mudanças lhe é atribuído e assim, é considerado o Orixá das doenças. Só Omolu possui o segredo de como propagar e curar todos os males. Está fortemente relacionado com o elemento terra mas também é saudado como Baba Igbonã (Baba, pai; Igbonã da palavra Inã, fogo; seria o Pai da Quentura) o que o relaciona com o elemento fogo enquanto febre e calores corporais. É ainda saudado, em sua forma mais temida, como Xanponã ou Xapatá, o Senhor da Varíola. Saiba mais…

Yemanjá

Yemanjá, do original Yemoja (yeye, mãezinha; omon, filhos; ejá, peixes; ou seja, a mãezinha cujos filhos são peixes) seria a representação maior da maternidade e das emoções. Saiba mais…

Nanã

Este Orixá tem forte relação com todas as Iyabás, as Mães d’água, e assume, junto à Yemanjá, o papel de Grande Mãe do mundo. Em algumas tradições inclusive, ela assume, junto à Obatalá o papel de polaridade feminina na Criação. Saiba mais…

Ossayin

Orixá das florestas e Senhora das folhas e de suas propriedades curativas, Ossayin é a grande força que possibilita a cura de todos os males humanos. Grande mistério envolve o seu entendimento e seu culto e seu nome deve ser louvado sempre que utilizamos a força das matas em nosso benefício. Alcançamos um grau tão industrializado em nossas vidas que muitas vezes não percebemos os conteúdos de nossos potes, latas ou vidros. Saiba mais…

Oxossi

Orixá africano da caça, Oxossi recebia enorme importância juntamente com sua função. Em nossa Umbanda, Oxossi é identificado como a manifestação da elevação de toda energia psíquica. Assim, é o Orixá do psiquismo. É através da força de Oxossi que nós podemos elevar nossos pensamentos aos planos superiores. O fluxo mental e toda energia do pensamento remetem à Oxossi. Passa a ser, então, o Caçador de Almas. Saiba mais…

Ogum

Originalmente, Ogum era o Orixá que regia a colheita, a caça e a guerra. Para um umbandista moderno pode parecer estranho pensar nesse Orixá, comumente entendido como impulsivo e beligerante, na figura de um agricultor arando a terra e dela colhendo os frutos. Muitos atribuem à chegada dos africanos e sua nova dinâmica religiosa enquanto escravos esse novo entendimento da força de Ogum como Orixá da guerra e não mais da agricultura. Assim também passou-se à Oxossi o domínio da caça, domínio já exercido no culto africano original. Saiba mais…

Oxum

Oxum é o Orixá das águas doces e seu entendimento assume características das mais diversas. Em uma comparação didática, se Nanã representa a avó, Yemanjá a mãe, Oxum representaria a filha. Juntamente com Yansã, seriam as Orixás mais “novas” do panteão. Alguns atribuem à Oxum o papel de irmã mais velha de Yansã, outros a de irmã mais nova. Em um entendimento diverso, Oxum teria grande equivalência com Yemanjá, sendo bastante confundida com esta última tanto pelo seu caráter maternal quanto pelo seu domínio sobre as águas. Saiba mais…

Yansã

Conhecida também como Oiá, Yansã é a Senhora dos Ventos e Tempestades. Sua energia está fortemente relacionada com as intempéries, com os ventos e ainda com os raios. Num plano mais específico, Yansã rege o aparelho respiratório e o sistema glandular humanos. Isso demonstra a forte ligação deste Orixá com o elemento ar e o elemento fogo, respectivamente. Sua atuação no elemento fogo determina sua atuação sobre a energia fundamental que compõe a bioenergética humana e que o hinduísmo chama kundalini. Saiba mais…

Oxumarê

Orixá da riqueza e da prosperidade, Oxumarê tem a forma mitológica dupla da serpente, no aspecto feminino, e do arco-íris, no asecto masculino. É entendido como a energia que nos capacita a manter nossas conquistas. “Oxumaré é a mobilidade e a atividade. Uma de suas obrigações é a de dirigir as forças que produzem o movimento. Saiba mais…

Xangô

Grande força ressoante nas pedreiras, Xangô é Senhor das pedras entre as quais se destaca a chamada pedra de raio – edun ará – acreditada ser originada nas quedas em nosso planeta de asteróides ou semelhantes. Xangô é ainda relacionado com o fenômeno do trovão e vemos aqui um símbolo bastante claro de sua ligação com Oiá-Yansã, considerada a própria força dos raios. Saiba mais…